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1729–1789

LXXIX

Cláudio Manuel da Costa

Entre este álamo, ó Lise, e essa corrente, Que agora estão meus olhos contemplando, Parece, que hoje o céu me vem pintando A mágoa triste, que meu peito sente.

Firmeza a nenhum deles se consente Ao doce respirar do vento brando; O tronco a cada instante meneando, A fonte nunca firme, ou permanente.

Na líquida porção, na vegetante Cópia daquelas ramas se figura Outro rosto, outra imagem semelhante: Quem não sabe, que a tua formosura

Sempre móvel está, sempre inconstante, Nunca fixa se viu, nunca segura?

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LXXIX · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove