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1729–1789

LXV

Cláudio Manuel da Costa

Ingrata foste, Elisa; eu te condeno A injusta sem-razão; foste tirana, Em renderes, belíssima serrana, A tua liberdade ao néscio Almeno.

Que achaste no seu rosto de sereno, De belo, ou de gentil, para inumana Trocares pela dele esta choupana, Em que tinhas o abrigo mais ameno?

Que canto em teu louvor entoaria? Que te podia dar o pastor pobre? Que extremos, mais do que eu, por ti faria? O meu rebanho estas montanhas cobre:

Eu os excedo a todos na harmonia; Mas ah que ele é feliz! Isto lhe sobre

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LXV · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove