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1729–1789

LXIV

Cláudio Manuel da Costa

Que tarde nasce o Sol, que vagaroso! Parece, que se cansa, de que a um triste Haja de aparecer: quanto resiste A seu raio este sítio tenebroso!

Não pode ser, que o giro luminoso Tanto tempo detenha: se persiste Acaso o meu delírio! se me assiste Ainda aquele humor tão venenoso!

Aquela porta ali se está cerrando; Dela sai um pastor: outro assobia, E o gado para o monte vai chamando. Ora não há mais louca fantasia!

Mas quem anda, como eu, assim penando, Não sabe, quando é noite, ou quando é dia.

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LXIV · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove