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1729–1789

LVI

Cláudio Manuel da Costa

Tu, ninfa, quando eu menos penetrado Das violências de Amor vivia isento, Propondo-te então bela a meu tormento, Foste doce ocasião de meu cuidado.

Roubaste o meu sossego, um doce agrado, Um gesto lindo, um brando acolhimento Foram somente o único instrumento, Com que deixaste o triunfo assegurado.

Já não espero ter felicidade, Salvo se for aquela, que confio, Por amar-te, apesar dessa impiedade. Em prêmio dos suspiros, que te envio,

Ou modera o rigor da crueldade, Ou torna-me outra vez meu alvedrio.

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LVI · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove