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1729–1789

LI

Cláudio Manuel da Costa

Adeus, ídolo belo, adeus, querido, Ingrato bem; adeus: em paz te fica; E essa vitória mísera publica, Que tens barbaramente conseguido.

Eu parto, eu sigo o norte aborrecido De meu fado infeliz: agora rica De despojos, a teu desdém aplica O rouco acento de um mortal gemido.

E se acaso alguma hora menos dura Lembrando-te de um triste, consultares A série vil da sua desventura; Na imensa confusão de seus pesares

Acharás, que ardeu simples, ardeu pura A vítima de uma alma em teus altares.

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LI · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove