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1729–1789

IV

Cláudio Manuel da Costa

Sou pastor; não te nego; os meus montados São esses, que aí vês; vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia dos meus gados;

Ali me ouvem os troncos namorados, Em que se transformou a antiga gente; Qualquer deles o seu estrago sente; Como eu sinto também os meus cuidados.

Vós, ó troncos, (lhes digo) que algum dia Firmes vos contemplastes, e seguros Nos braços de uma bela companhia; Consolai-vos comigo, ó troncos duros;

Que eu alegre algum tempo assim me via; E hoje os tratos de Amor choro perjuros.

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IV · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove