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1729–1789

II

Cláudio Manuel da Costa

Leia a posteridade, ó pátrio Rio, Em meus versos teu nome celebrado; Porque vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio:

Não vês nas tuas margens o sombrio, Fresco assento de um álamo copado; Não vês ninfa cantar, pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio.

Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias. Que de seus raios o planeta louro

Enriquecendo o influxo em tuas veias, Quanto em chamas fecunda, brota em ouro.

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II · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove