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1729–1789

C

Cláudio Manuel da Costa

Musas, canoras musas, este canto Vós me inspirastes, vós meu tenro alento Erguestes brandamente àquele assento Que tanto, ó musas, prezo, adoro tanto.

Lágrimas tristes são, mágoas, e pranto, Tudo o que entoa o músico instrumento; Mas se o favor me dais, ao mundo atento Em assunto maior farei espanto.

Se em campos não pisados algum dia Entra a ninfa, o pastor, a ovelha, o touro, Efeitos são da vossa melodia; Que muito, ó musas, pois, que em fausto agouro

Cresçam do pátrio rio à margem fria A imarcescível hera, o verde louro!

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C · Cláudio Manuel da Costa · Poetry Cove