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1884–1914

V

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Agora é noute! E na estelar coorte, Como recordação da festa diurna, Geme a pungente orquestração noturna E chora a fanfarra triunfal da Morte.

Então, a Lua que no céu se espalha, Iluminando as serranias, banha As serranias duma luz estranha, Alva como um pedaço de mortalha!

Nessa música que a alma me ilumina Tento esquecer as minhas próprias dores, Canto, e minh’alma cobre-se de flores — Fera rendida à música divina.

Harpas concertam! Brandas melodias Plangem... Silêncio! Mas de novo as harpas Reboam pelo mar, pelas escarpas, Pelos rochedos, pelas penedias...

Eu amo a Noute que este Sol arranca! Namoro estrelas... Sírius me deslumbra, Vésper me encanta, e eu beijo na penumbra A imagem lirial da Noute Branca!

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V · Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos · Poetry Cove