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1884–1914

Untitled

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Canta da torre o trovador saudoso — Addio, Eleonora! oh! sonhos meus! E o canto se desprende harmonioso Na vibração final do extremo adeus.

Repercute, dolente, mavioso, Subindo pelo Azul da Inspiração; Assim canta também meu coração, Trovador torturado e angustioso.

Ai! não, não acordeis, lembranças minhas! Saudade d’umas noutes em que vinhas Cantar comigo um doce desafio! Mas, pouco a pouco, os sons esmorecendo,

Perdem-se as notas pelo Azul morrendo, — Addio, Eleonora, addio, addio!

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