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1884–1914

SÚPLICA NUM TÚMULO

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Maria, eis-me a teus pés. Eu venho arrependido, Implorar-te o perdão do imenso crime meu! Eis-me, pois, a teus pés, perdoa o teu vencido, Açucena de Deus, lírio morto do Céu!

Perdão! e a minha voz estertora um gemido, E o lábio meu p’ra sempre apartado do teu Não há de beijar mais o teu lábio querido! Ah! quando tu morreste, o meu Sonho morreu!

Perdão, pátria da Aurora exilada do Sonho! — Irei agora, assim, pelo mundo, para onde Me levar o Destino abatido e tristonho... Perdão! e este silêncio e esta tumba que cala!

Insânia, insânia, insânia, ah! ninguém me responde... Perdão! e este sepulcro imenso que não fala!

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