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1884–1914

SONHO DE UM MONISTA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Eu e o esqueleto esquálido de Esquilo Viajávamos, com uma ânsia sibarita, Por toda a pro-dinâmica infinita, Na inconsciência de um zoófito tranquilo.

A verdade espantosa do Me aterrava, mas dentro da alma aflita Via Deus — essa mônada esquisita — Coordenando e animando tudo aquilo!

E eu bendizia, com o esqueleto ao lado, Na guturalidade do meu brado, Alheio ao velho cálculo dos dias, Como um pagão no altar de Proserpina,

A energia intracósmica divina Que é o pai e é a mãe das outras energias!

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