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1884–1914

SONETO

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

A orgia mata a mocidade, quando Rugem na carne do delírio as feras, E o moço morre como está sonhando Nas suas vinte e cinco primaveras!

Em cima, — o oiro sem mancha das esferas, Embaixo oiro manchado de execrando Festim dos sibaritas, das heteras Lubricamente se despedaçando!

Em cima, a rede do estelário imáculo Suspensa no alto como um tabernáculo — A orgia, embaixo, e no delírio doudo Como arvoredos juvenis tombados

Os moços mortos, os brasões manchados, E um turbilhão de púrpuras no lodo!

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