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1884–1914

SEDUTORA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Alva d’aurora, e em lânguida sonata Vinhas transpondo a margem do caminho, Branca bem como empalecido arminho, Alvorejando em arrebol de prata.

— Bendita a Santa do Carinho, inata! E, ajoelhando à imagem do Carinho, O roble altivo entreteceu-te um ninho, Alva d’aurora, te acolheu a mata. —

Pérolas e ouro pela serrania... No lago branco e rútilo do dia O azul pompeava para sempre vasto. Chegaste, o seio branco, e, tu, chegando,

Uma pantera foi se ajoelhando, Rendida ao eflúvio do teu seio casto!

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