Certo ninguém se incomoda
Nem corre aziagos perigos,
Comprando os belos artigos
Lá da Rainha da Moda.
É maior que, juntamente,
O grande Etna e o Chimborazo
O Vesúvio do Vicente
Mais do Angelo Rattacaso.
Eu hoje em versos levanto,
Como uma hóstia na patena,
Todo o brilho e todo o encanto
Da notável Casa Pena.
Vem-me agora, com certeza,
A enormíssima vontade,
De proclamar a riqueza
Da formosa Casa Andrade.
Sonoridade de sino,
E vibrações estridentes
Proclamam as excelentes
Boas novas do Avelino.
Se a minha Musa não erra,
É um celestíssimo dom
Que Deus presenteou à terra
A Mediana de Aragon.
Apregoamos a eficácia
Contra as humanas morboses
Das profiláticas doses
Da Silva Lemos Farmácia.
O Observatório de Sagres
Predisse, como sabemos,
Os muitíssimos milagres
Da Farmácia Silva Lemos.
Nesta cidade onde o atraso,
Lembra uma cara morfética,
Fez monopólio da estética
A Loja do Rattacaso.
Garantimos, num assomo,
Não há remédio tão bom
E eficacíssimo como
A Mediana de Aragon.
Se, doente, por vezes andas,
Arrastando horrendos tédios
Vai à Farmácia Varandas
Que tens todos os remédios.
Sei que um chinês de rabicho
Lendo a búdica doutrina,
Fez propaganda na China
De tudo que há n’O Capricho.
Estrela não há que atraia
Mais do que os bicos e as rendas
E as finíssimas fazendas
Da loja de Antônio Maia.
Avantesmas e duendes,
Gênios maus da Natureza,
Fogem, perante a beleza
Do Capricho, de seu Mendes.