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1884–1914

QUADRAS COMERCIAIS

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Certo ninguém se incomoda Nem corre aziagos perigos, Comprando os belos artigos Lá da Rainha da Moda.

É maior que, juntamente, O grande Etna e o Chimborazo O Vesúvio do Vicente Mais do Angelo Rattacaso.

Eu hoje em versos levanto, Como uma hóstia na patena, Todo o brilho e todo o encanto Da notável Casa Pena.

Vem-me agora, com certeza, A enormíssima vontade, De proclamar a riqueza Da formosa Casa Andrade.

Sonoridade de sino, E vibrações estridentes Proclamam as excelentes Boas novas do Avelino.

Se a minha Musa não erra, É um celestíssimo dom Que Deus presenteou à terra A Mediana de Aragon.

Apregoamos a eficácia Contra as humanas morboses Das profiláticas doses Da Silva Lemos Farmácia.

O Observatório de Sagres Predisse, como sabemos, Os muitíssimos milagres Da Farmácia Silva Lemos.

Nesta cidade onde o atraso, Lembra uma cara morfética, Fez monopólio da estética A Loja do Rattacaso.

Garantimos, num assomo, Não há remédio tão bom E eficacíssimo como A Mediana de Aragon.

Se, doente, por vezes andas, Arrastando horrendos tédios Vai à Farmácia Varandas Que tens todos os remédios.

Sei que um chinês de rabicho Lendo a búdica doutrina, Fez propaganda na China De tudo que há n’O Capricho.

Estrela não há que atraia Mais do que os bicos e as rendas E as finíssimas fazendas Da loja de Antônio Maia.

Avantesmas e duendes, Gênios maus da Natureza, Fogem, perante a beleza Do Capricho, de seu Mendes.

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