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1884–1914

QUADRAS

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Embala-me em teus braços, De amores bons à sombra — Quero em cheirosa alfombra Pousar os sonhos lassos!

Teus seios, oh! morena — Relíquias de Carrara — Têm a ambrosia rara Da mais rara verbena.

Aperta-me em teu peito, E dá-me assim, divina, De lírios e bonina Um veludíneo leito.

Assim como Jesus, Eu quero o meu Calvário — Anelo morrer vário Dos braços teus na Cruz!

Por que não me confortas?! Bem sei, perdeste a olência, Morreu-te a redolência, Alma das virgens mortas —

Mas não! Apaga os traços De tão funéreo aspeito... Aperta-me em teu peito, Embala-me em teus braços!

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