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1884–1914

PRIMAVERA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Primavera gentil dos meus amores, — Arca cerúlea de ilusões etéreas, Chova-te o Céu cintilações sidéreas E a terra chova no teu seio flores!

Esplende, Primavera, os teus fulgores, Na auréola azul dos dias teus risonhos, Tu que sorveste o fel das minhas dores E me trouxeste o néctar dos teus sonhos!

Cedo virá, porém, o triste outono, Os dias voltarão a ser tristonhos E tu hás de dormir o eterno sono, Num sepulcro de rosas e de flores,

Arca sagrada de cerúleos sonhos, Primavera gentil dos meus amores!

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