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1884–1914

PLENILÚNIO

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Desmaia o plenilúnio. A gaze pálida Que lhe serve de alvíssimo sudário Respira essências raras, toda a cálida Mística essência desse alampadário.

E a lua é como um pálido sacrário, Onde as almas das virgens em crisálida De seios alvos e de fronte pálida, Derramam a urna dum perfume vário.

Voga a lua na etérea imensidade! Ela, eterna noctâmbula do Amor, Eu, noctâmb’lo da Dor e da Saudade. Ah! como a branca e merencória lua,

Também envolta num sudário — a Dor, Minh’alma triste pelos céus flutua!

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