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1884–1914

PELO MAR

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Manhã em flor. O mar é um policromo E imenso lago d’íris e alabastros... A aurora é branca e ao sol, o mar é como Um pálio imenso que caiu dos astros.

Longe, bem longe, no alvoral assomo Ergue um navio os altanados mastros E o Oceano dorme, — alourecido pomo Num leito irial de pérolas e nastros.

A alma da Mágoa vai pelo seu dorso, Em sonhos geme... Um coração de corso Geme no mar, vibra no mar, entanto, Colma-lhe o seio a opala das esponjas...

E à noute morta, choram vagas — monjas — Purificadas no cristal do pranto!

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