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1884–1914

PECADORA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Tinha no olhar cetíneo, aveludado, A chama cruel que arrasta os corações, Os seios rijos eram dois brasões Onde fulgia o símb’lo do pecado.

Bela, divina, o porte emoldurado No mármore sublime dos contornos, Os seios brancos, palpitantes, mornos, Dançavam-lhe no colo perfumado.

No entanto, esta mulher de grã beleza, Moldada pela mão da Natureza, Tornou-se a pecadora vil. Do fado, Do destino fatal, presa, morria,

Uma noute entre as vascas da agonia, Tendo no corpo o verme do pecado!

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