Quando Olívia aparece o orbe se acende
Todo, num brilho intenso e policromo,
E o tépido ar ambiente arde e recende
A nardo, a incenso, a mirra e a cinamono!
Descem do Olimpo os deuses para vê-la;
O sol canta-lhe esplêndida, ígnea, loa;
Um anjo rindo assoma em cada estrela
E êneo timbale célico reboa.
Depois da festa do Éter, do áureo bando
Dos astros a correr no espaço infindo:
Na terra, asas batendo... aves cantando...
Urnas de aroma, flóreas, se partindo!...
Mãos de róseo veludo e unhas de opala
Sacudindo-lhe pétalas em cima...
— E os poetas, ajoelhados, a incensá-la
Com os doirados turíbulos da Rima!