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1884–1914

O ÚLTIMO NÚMERO

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Hora da minha morte. Hirta, ao meu lado, A Ideia estertorava-se... No fundo Do meu entendimento moribundo Jazia o Último Número cansado.

Era de vê-lo, imóvel, resignado, Tragicamente de si mesmo oriundo, Fora da sucessão, estranho ao mundo, Como o reflexo fúnebre do Incriado:

Bradei: — Que fazes ainda no meu crânio? E o Último Número, atro e subterrâneo, Parecia dizer-me: “E tarde, amigo! Pois que a minha autogênica Grandeza

Nunca vibrou em tua língua presa, Não te abandono mais! Morro contigo!”

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