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1884–1914

O RISO

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

O Riso — o voltairesco clown — quem mede-o?! — Ele, que ao frio alvor da Mágoa Humana, Na Via-Látea fria do Nirvana, Alenta a Vida que tombou no Tédio!

Que à Dor se prende, e a todo o seu assédio, E ergue à sombra da dor a que se irmana Lauréis em sangue de volúpia insana, Clarões de sonho em nimbos de epicédio!

Bendito sejas, Riso, clown da Sorte — Fogo sagrado nos festins da Morte, — Eterno fogo, saturnal do Inferno! Eu te bendigo! No mundano cúmulo

És a Ironia que tombou no túmulo Nas sombras mortas dum desgosto eterno!

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