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1884–1914

O MEU NIRVANA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

No alheamento da obscura forma humana, De que, pensando, me desencarcero, Foi que eu, num grito de emoção, sincero, Encontrei, afinal, o meu Nirvana!

Nessa manumissão schopenhauereana, Onde a Vida do humano aspecto fero Se desarraiga, eu, feito força, impero Na imanência da Ideia Soberana!

Destruída a sensação que oriunda fora Do tato — ínfima antena aferidora Destas tegumentárias mãos plebeias — Gozo o prazer, que os anos não carcomem,

De haver trocado a minha forma de homem Pela imortalidade das Ideias!

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