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1884–1914

NIMBOS

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Nimbos de bronze que empanais escuros O santuário azul da Natureza, Quando vos vejo, negros palinuros Da tempestade negra e da tristeza,

Abismados na bruma enegrecida, Julgo ver nos reflexos de minh’alma As mesmas nuvens deslizando em calma, Os nimbos das procelas desta vida;

Mas quando o céu é límpido, sem bruma Que a transparência tolde, sem nenhuma Nuvem sequer; então, num mar de esp’rança, Que o céu reflete, a vida é qual risonho

Batel, e a alma é a Flâmula do sonho, Que o guia e o leva ao porto da bonança.

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