Quando, na radiosíssima viagem,
Pela poeira telúrica passeia,
A íntima e própria ânsia afetiva ateia
Nos emocinalismos de um selvagem.
Olha-a do alto, invejosa, a Lua Cheia,
O milagre de luz de sua imagem
Deixa, como lembrança da passagem,
Uma sequência de astros sobre a areia.
Treme, no abalo inteiro dos neurônios,
O coração de todos os Petrônios,
Com as sístoles e as diástoles ansiosas,
Quando ela balbucia, de mansinho,
Como o cisne encantado do caminho,
A oração específica das rosas!