Skip to content
1884–1914

MINHA ÁRVORE

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Olha: E um triângulo estéril de ínvia estrada! Como que a erva tem dor... Roem-na amarguras Talvez humanas, e entre rochas duras Mostra ao Cosmos a face degradada!

Entre os pedrouços maus dessa morada É que, às apalpadelas e às escuras, Hão de encontrar as gerações futuras Só, minha árvore humana desfolhada!

Mulher nenhuma afagará meu tronco! Eu não me abalarei, nem mesmo ao ronco Do furacão que, rábido, remoinha... Folhas e frutos, sobre a terra ardente

Hão de encher outras árvores! Somente Minha desgraça há de ficar sozinha!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
MINHA ÁRVORE · Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos · Poetry Cove