Esta que o ebúrneo corpo, altivo, apruma
E, coroada de pétalas de rosas,
Vem transformando a estrada em que anda numa
Via-Láctea de flores perfumosas:
Ótimo aroma suave e imorredoiro
Em torno exala! E, trêmula e convulsa,
Em sua voz, corda por corda, a de oiro
Lira de Safo apaixonada, pulsa.
E o alvo óleo suave, o brando óleo piedoso
Que um sofrimento jóbico aliviando
Unta, de leve, as chagas de um leproso,
— É-lhe menos que o olhar, piedoso e brando!
Fúlvido, ante ela, o Sol, ígneo, descerra,
Por merecê-la, o cofre áureo no espaço!...
— E o coração magnânimo da Terra
Bate mais forte lhe escutando o passo!