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1884–1914

J. A. F.

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Baixíssimo, de mãos miudinhas, anda Como um ventilador, sem ter descanso, Seu pescoço magérrimo de ganso Surge sempre roscofe na quitanda.

Para a tábua o mundo inteiro manda Quando à goela lhe vem o ardor do ranço Mas tem meiguices de carneiro manso, E usa muito nos pés Sebo de Holanda.

Faz reportagens de valor enorme, Quando a lua é minguante pouco dorme, Há poucos dias, o Álvaro Monteiro Lhe perguntou assim quase em segredo:

“Com que então, seu Totonho Figueiredo, Seu maganão, V. é escopeteiro?!”

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