Baixíssimo, de mãos miudinhas, anda
Como um ventilador, sem ter descanso,
Seu pescoço magérrimo de ganso
Surge sempre roscofe na quitanda.
Para a tábua o mundo inteiro manda
Quando à goela lhe vem o ardor do ranço
Mas tem meiguices de carneiro manso,
E usa muito nos pés Sebo de Holanda.
Faz reportagens de valor enorme,
Quando a lua é minguante pouco dorme,
Há poucos dias, o Álvaro Monteiro
Lhe perguntou assim quase em segredo:
“Com que então, seu Totonho Figueiredo,
Seu maganão, V. é escopeteiro?!”