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1884–1914

II

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Agora, oh! deslumbrada alma perscruta O puerpério geológico interior, De onde rebenta, em contrações de dor, Toda a sublevação da crusta hirsuta!

No curso inquieto da terráquea luta Quantos desejos férvidos de amor Não dormem, recalcados, sob o horror Dessas agregações de pedra bruta?!

Como nesses relevos orográfícos, Inacessíveis aos humanos tráficos Onde sóis, em semente, amam jazer, Quem sabe, alma, se o que ainda não existe

Não vibra em gérmen no agregado triste Da síntese sombria do meu Ser?!

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