Esta é a irmã da alvorada, é a deusa grega
Que, motivando esplêndidos assombros,
De pé, sorrindo, a cabeleira aos ombros,
No áureo coche imperial da estrofe chega.
Vem fugida dos céus!... E à forte e nédia
Quadriga que de lá, da empírea altura,
Rápida a trouxe à terra, ainda segura
Com as sacras mãos pulquérrimas a rédea!
Vede-a: — os olhos ascendem-nos desejos,
A boca é um cálice de flor macia,
— Um fruto de coral que desafia
Os pássaros quirópteros dos beijos.
Ah! quando assoma o seu perfil bizarro,
Na conquista de todos os sentidos,
—Rolam-lhe aos pés os corações feridos,
Ensanguentando as rodas do seu carro!