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1884–1914

I

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Escafandrista de insondado oceano Sou eu que, aliando Buda ao sibarita, Penetro a essência plásmica infinita, — Mãe promíscua do amor e do ódio insano!

Sou eu que, hirto, auscultando o absconso arcano, Por um poder de acústica esquisita, Ouço o universo ansioso que se agita Dentro de cada pensamento humano!

No abstrato abismo equóreo, em que me inundo, Sou eu que, revolvendo o profundo E a escuridão dos cérebros medonhos, Restituo triunfalmente à esfera calma

Todos os cosmos que circulam na alma Sob a forma embriológica de sonhos!

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