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1884–1914

ECOS D’ALMA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Oh! madrugada de ilusões, santíssima, Sombra perdida lá do meu Passado, Vinde entornar a clâmide puríssima Da luz que fulge no ideal sagrado!

Longe das tristes noutes tumulares Quem me dera viver entre quimeras, Por entre o resplandor das Primaveras Oh! madrugada azul dos meus sonhares;

Mas quando vibrar a última balada Da tarde e se calar a passarada Na bruma sepulcral que o céu embaça, Quem me dera morrer então risonho,

Fitando a nebulosa do meu Sonho E a Via-Láctea da Ilusão que passa!

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