A luz do “Nonevar” hoje se apaga,
Muito embora a saudade horrenda ruja
Como uma loba hedionda que escabuja
Numa explosão enormemente aziaga.
Canta hoje essa fealdade atra que estraga
A humanidade — esta infeliz coruja
A nutrir-se da própria roupa suja
Como um moscardo dentro duma chaga.
Na veemência medonha da mandinga
Não generalizou essa catinga
Que aos estômagos bons causa receios.
Interpretou assim a Natureza,
Começou em concurso de Beleza
E terminou, apoteosando os feios.