Skip to content
1884–1914

DESPEDIDA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

A luz do “Nonevar” hoje se apaga, Muito embora a saudade horrenda ruja Como uma loba hedionda que escabuja Numa explosão enormemente aziaga.

Canta hoje essa fealdade atra que estraga A humanidade — esta infeliz coruja A nutrir-se da própria roupa suja Como um moscardo dentro duma chaga.

Na veemência medonha da mandinga Não generalizou essa catinga Que aos estômagos bons causa receios. Interpretou assim a Natureza,

Começou em concurso de Beleza E terminou, apoteosando os feios.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.