O livro de Manu e o Zend-Avesta
E toda a ciência estética do mundo
Não têm, consoante um crítico profundo,
Concepção de Arte mais perfeita que esta!
É a flor aristocrática da festa.
O sol, que é da atração cósmica oriundo,
Aos seus olhos — dois céus de amor fecundo,
Policromias dióptricas empresta.
Com uma sonoridade de harpa avoenga,
Sobreexcedendo a própria arte flamenga,
Todo o ano, inédita e única, ressurges,
Lembrando à alma unitária dos poetas —
Uma Nossa Senhora que os estetas
Foram roubar na Catedral de Bourges!