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1884–1914

D. S.

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

O livro de Manu e o Zend-Avesta E toda a ciência estética do mundo Não têm, consoante um crítico profundo, Concepção de Arte mais perfeita que esta!

É a flor aristocrática da festa. O sol, que é da atração cósmica oriundo, Aos seus olhos — dois céus de amor fecundo, Policromias dióptricas empresta.

Com uma sonoridade de harpa avoenga, Sobreexcedendo a própria arte flamenga, Todo o ano, inédita e única, ressurges, Lembrando à alma unitária dos poetas —

Uma Nossa Senhora que os estetas Foram roubar na Catedral de Bourges!

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