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1884–1914

AVANI M.

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Esta deusa infantil que hoje vos mostro, Ajoelhado, com a citara em sossego, Lembra um miniaturesco ídolo grego Diante do qual, como um pagão, me prostro.

Nítidas, do céu côncavo e alto, jorrem Numa caudalosíssima fluência Sobre sua arcangélica inocência As línguas de oiro que no espaço correm.

A Humanidade, estúpida, de rastros Contemple-a... Toda a Flora se desfolhe Vendo-a, e do Alto, com raiva ofídica, a olhe O ígneo exército etéreo e áureo dos astros.

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