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1884–1914

ANDRÉ CHÉNIER

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Na real magnificência dos gigantes, Grave como um lacedemônio harmoste André Chénier ia subir ao poste A que Luís XVI subira dantes!

Que a sua morte a homem nenhum desgoste E incite o heroísmo das nações distantes!... Por isso, ele, a morrer, canta vibrantes Versos divinos que arrebatam a hoste.

Não há quem nele um só tremor denote! — Continua a cantar, a alma serena... Mas, de repente, pressentindo a lousa, Batendo com a cabeça no barrote

Da guilhotina, diz ao povo: — “É pena! — Aqui ainda havia alguma cousa...”

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