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1884–1914

ALZ. BASTOS

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Esta a quem doce olhar, tímido, furtas, De régio entono e de perfil bizarro, Vem, coroada de pâmpanos e murtas, Alegoricamente no seu carro.

Um punhado de pérolas lhe enfeita A cabeleira esplêndida e o vestido! — Empunha, altiva, um cetro à mão direita E esmaga aos pés um coração ferido!

Ondeia ao vento a clâmide vermelha No ombro alvo e nu, de rosa e leite, morno, E a víbora da Inveja olha-a de esguelha, Com a língua preta babujando em torno!

O tigre do Ódio vê-se brando ante ela E a serpente da Cólera ígnea, em calma! — Dormem quietas, em suma, às plantas dela Todas as feras que nós temos n’alma! —

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