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1884–1914

ALINE M.

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Justo é que fulja, a vez última, inteira Com a vibratilidade de um instante, A alma de todo cósmico brilhante, Nesta fotografia derradeira.

Fragmentos astronômicos, pedaços De céus e luar, tudo isso, envolto em neve Para fazer-te a alva estrutura leve, Veio imediatamente dos espaços.

Veio, e todos os dias vem de novo E há de ficar ninguém sabe até quando — Ubíqua tiorba hierática, vibrando, Nas emoções anônimas do povo.

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