Justo é que fulja, a vez última, inteira
Com a vibratilidade de um instante,
A alma de todo cósmico brilhante,
Nesta fotografia derradeira.
Fragmentos astronômicos, pedaços
De céus e luar, tudo isso, envolto em neve
Para fazer-te a alva estrutura leve,
Veio imediatamente dos espaços.
Veio, e todos os dias vem de novo
E há de ficar ninguém sabe até quando
— Ubíqua tiorba hierática, vibrando,
Nas emoções anônimas do povo.