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1884–1914

A UMA MÁRTIR

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Alma em cilício, vem, enrista a clava, Brande no seio o espículo e o acinace E unjam-te o seio que d’auroras nasce Sangrentas bênçãos eclodindo em lava!

Nossa Senhora te unge a face escrava, Cristo saudoso te abençoa a face, Monja, — violeta que do Céu baixasse À Virgem Santa Natureza brava!

Vais caminhando para a terra extrema, Rosa dos Sonhos! e o teu galho trema E a tua crença, o desespero mate-a... E em nuvens d’ouro ascende enfim ao plaustro

Da Neve Eterna, estrela azul do claustro, Levada para o Azul da Via-Látea!

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