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1884–1914

A ROSA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Eu, sendo a rosa rubra e principesca Destas carnavalescas alegrias, Tenho nesta estação carnavalesca O privilégio de durar três dias.

A vida humana é uma ópera burlesca. Quem me vê, goza logo, entre harmonias, A sensação de um banho de água fresca E o brando afago ideal das duchas frias.

Sou bela. Grandes graças desenvolvo. Com o meu perfume faço, como um polvo, Um só nariz desses narizes todos... Canto e atraio, como a arca dos nababos,

O olhar mefistofélico dos diabos E o miolo ruim dos beija-flores doudos...

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