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1884–1914

A MORTE DE VÊNUS

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Velhos berilos, pálidas cortinas, Morno frouxel de nardos recendendo Velam-lhe o sono... e Vênus vai morrendo No berço azul das névoas matutinas!

Halos de luz de brancas musselinas Vão-lhe do corpo virginal descendo — Abelha irial que foi adormecendo Sobre um coxim de pérolas divinas.

E quando o Sol lhe beija a espádua nua, Cai-lhe da carne o resplendor da Lua No reverbero dos deslumbramentos... Enquanto no ar há sândalos, há flores

E haustos de morte — os últimos clangores Da música chorosa dos mementos!

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