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1884–1914

A LOUCA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Quando ela passa: — a veste desgrenhada, O cabelo revolto em desalinho, No seu olhar feroz eu adivinho O mistério da dor que a traz penada.

Moça, tão moça e já desventurada; Da desdita ferida pelo espinho, Vai morta em vida assim pelo caminho, No sudário da mágoa sepultada.

Eu sei a sua história. — Em seu passado Houve um drama d’amor misterioso — O segredo d’um peito torturado — E hoje, para guardar a mágoa oculta,

Canta, soluça — o coração saudoso, Chora, gargalha, a desgraçada estulta.

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