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1884–1914

A. DOS A.

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Não possui o arqueológico arcabouço Dos megatérios desaparecidos... São seus dedos magríssimos, compridos, Tentáculos de um polvo muito moço.

A humanidade atual para ele é um osso Exposto aos paladares atrevidos... Ah! Somente a dentuça dos sabidos Há de roer o quinhão que for mais grosso.

É promotor, há muito tempo, advoga, Não consente que o mofo lhe encha a toga Sob a exótica forma de estopim. E ao cabo disto, tempo ainda lhe resta

Para todas as noites ir à festa Comer unicamente amendoim.

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