Não possui o arqueológico arcabouço
Dos megatérios desaparecidos...
São seus dedos magríssimos, compridos,
Tentáculos de um polvo muito moço.
A humanidade atual para ele é um osso
Exposto aos paladares atrevidos...
Ah! Somente a dentuça dos sabidos
Há de roer o quinhão que for mais grosso.
É promotor, há muito tempo, advoga,
Não consente que o mofo lhe encha a toga
Sob a exótica forma de estopim.
E ao cabo disto, tempo ainda lhe resta
Para todas as noites ir à festa
Comer unicamente amendoim.