Qualquer festa, onde Momo se intrometa,
Brônzeo, quebrando o ramerrão frequente,
Possui, possui incontestavelmente
Necessidade duma borboleta.
Sou este inseto esplêndido e insolente
De asa impecabilíssima e faceta...
Mas, em torno de mim, quanta careta
Feia, capaz de arrepiar a gente!
Adejo aqui. Adejo ali. Adejo
Além... Nutro um desejo e outro desejo
E, às vezes, faço bem e faço mal...
Polichinelos vis da Humanidade,
Eu represento a volubilidade
Das borboletas deste carnaval.