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1884–1914

A BORBOLETA

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Qualquer festa, onde Momo se intrometa, Brônzeo, quebrando o ramerrão frequente, Possui, possui incontestavelmente Necessidade duma borboleta.

Sou este inseto esplêndido e insolente De asa impecabilíssima e faceta... Mas, em torno de mim, quanta careta Feia, capaz de arrepiar a gente!

Adejo aqui. Adejo ali. Adejo Além... Nutro um desejo e outro desejo E, às vezes, faço bem e faço mal... Polichinelos vis da Humanidade,

Eu represento a volubilidade Das borboletas deste carnaval.

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